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ADENOCARCINOMA MAMÁRIO

RESUMO

O presente artigo tem como objetivo resumir e esclarecer o diagnóstico, bem como a conduta clínica e prevenção de adenocarcinoma mamário em pacientes veterinários.

Palavras-chave: adenocarcinoma mamário, pacientes veterinários, prevenção

 

1 INTRODUÇÃO

            O adenocarcinoma é uma classificação de neoplasia mamária maligna. Tem como característica pequenos nódulos nas glândulas mamárias, os quais apresentam crescimento exagerado e rápido, se disseminando então para linfonodos regionais e outros locais, caracterizando sua malignidade e alta probabilidade de ocorrer metástase. O diagnóstico é extremamente importante já que cerca de 80% dos tumores de mama em cadelas são malignos, podendo ser fatais.

2 DESENVOLVIMENTO

Para diagnóstico é importante a palpação das mamas para identificação de possíveis nódulos, principalmente em fêmeas, já que são aquelas em que a grande maioria dos tumores mamários ocorrem. O exame citopatológico é importante para que se avalie as células presentes no nódulo ou nódulos observados, sua morfologia e densidade celular. No caso do adenocarcinoma, estas células irão se multiplicar desordenadamente e invadir outros tecidos. Para realizar o exame, é coletado, geralmente através de uma punção com agulha fina, material de dentro da massa observada para que se possa avaliar essas células através de uma lâmina. O diagnóstico complementar pode ser auxiliado por exames radiográficos e ultrassonográficos para avaliar a presença de metástase, quando o tumor se espalha para outros tecidos e órgãos. O diagnóstico definitivo será feito após a retirada das mamas e envio do material para histopatológico (biópsia), que então avaliará o tecido do tumor em si, não apenas as células. Apesar da diferenciação dos tumores definitiva ser feita pela biópsia, é importante a avaliação citológica e clínica por palpação para determinar o estadiamento, que seria uma avaliação do estágio do tumor, e planejamento correto da retirada do tecido mamário, obedecendo as margens de segurança para evitar que haja crescimento tumoral após a cirurgia. A quimioterapia deve ser empregada após a retirada da cadeia mamária, em associação à remoção dos linfonodos adjacentes, para que haja uma menor chance de recidiva do processo tumoral.

O principal método de prevenção é realizado através da castração (OSH) das fêmeas, já que os tecidos mamários possuem receptores dos hormônios estrógeno e progesterona, os quais podem estar envolvidos com o crescimento celular do tumor. A produção desses hormônios é feita nos ovários, que são retirados no procedimento. Segundo Daleck, De Nardi, Rodaski (2008, p. 372), a ... (OSH) realizada antes do primeiro estro reduz o risco de desenvolvimento da neoplasia mamária para 0.05%. Esse risco aumenta significativamente nas fêmeas esterilizadas após o primeiro (8%) e o segundo ciclo estral (26%). A castração também evita o uso de anticoncepcionais em cadelas e gatas, os quais possuem hormônios capazes de favorecer o surgimento de tumores hormônio-dependentes.

3 CONCLUSÃO

            É importante o diagnóstico rápido e preciso para evitar o crescimento exagerado do tumor, assim como sua reincidência. Além disso, os proprietários devem estar atentos à importância da castração precoce (antes do primeiro cio) de cadelas e gatas para a prevenção da enfermidade.

REFERÊNCIAS

DALECK, Carlos Roberto; NARDI, Andrigo Barbosa de; RODASKI, Suely. Oncologia em Cães e Gatos. São Paulo: Roca, 2008.

FOALE, Rob; DEMETRIOU, Jackie. Oncologia em Pequenos Animais. São Paulo: Elsevier, 2011.

FELICIANO, Marcus Antonio Rossi et al. NEOPLASIA MAMÁRIA EM CADELAS – REVISÃO DE LITERATURA.


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