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LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA

RESUMO


A Leishmaniose trata-se se uma zoonose parasitária causada por um protozoário. Seus sinais clínicos, tratamento e, principalmente, prevenção serão descritos neste artigo.
Palavras-chave: leishmaniose, tratamento, prevenção.

1 INTRODUÇÃO
Causada por protozoários do gênero Leishmania, a Leishmaniose pode se apresentar de duas formas, tegumentar/cutânea e visceral, sendo a primeira mais comum em felinos, e a última forma mais comum em caninos. A transmissão ocorre através de um flebotomíneo, “mosquito” vetor, que, ao picar um animal ou ser humano infectado, pode posteriormente inocular o protozoário em outro ser vivo através de outra picada.

2 DESENVOLVIMENTO
O parasita possui a forma de amastigotas quando nos hospedeiros vertebrados, se encontrando no interior de macrófagos em grandes quantidades na medula óssea, baço, fígado e linfonodos. O vetor ingere a forma promastigota, que se transforma em amastigota, sendo esta última a forma infectante para os cães, gatos e seres humanos. Ao picar o animal vertebrado, as formas promastigotas serão inoculadas e os macrófagos irão fagocitá-las, transformando-as em amastigotas, fechando o ciclo. As formas amastigotas são intracelulares, e ao romper a célula as formas parasitárias podem se espalhar por todo organismo.
O animal infectado pode demorar meses e até anos para apresentar sinais clínicos, sendo a infecção chamada de subclínica neste tempo de ausência de sinais. Estes incluem perda de peso, vômitos, diarreia, febre, aumento do baço
e fígado, poliúria, quando o animal urina mais que o normal, e polidipsia, o animal sente mais sede, caracterizando a Leishmaniose visceral. Já na sua forma cutânea, o animal apresenta nódulos, úlceras e descamação na pele, além de alopecia, geralmente na região do focinho.
O diagnóstico pode ser realizado através do exame físico do animal, informações epidemiológicas da área, testes imunológicos rápidos para detecção de anticorpos contra o protozoário, exames de sangue complementares e, ainda, o exame parasitológico. Este último procura por amastigotas nos principais locais de abrigo do parasito através de aspirados e biópsia de órgãos e pele. O prognóstico da doença varia de acordo com a carga parasitária, sendo geralmente positivo para o controle da doença através de medicamentos, mas não para sua cura. Por se caracterizar como uma zoonose, comum a seres humanos e animais, a notificação da doença é obrigatória. Deve-se tratar o animal para que a forma parasitária infectante seja controlada e ele não sirva de reservatório da doença. A vacina, juntamente com o uso de coleiras repelentes e pipetas para o controle do vetor são os métodos mais efetivos para a prevenção da Leishmaniose.

3 CONCLUSÃO
Por se tratar de uma doença infecciosa com alta taxa de óbito e possuir caráter zoonótico, a prevenção da doença é de extrema importância no Brasil. Já que o maior reservatório de Leishmania sp é o animal doméstico, o teste e a vacinação desses animais deve ser realizada pelo Médico Veterinário.

REFERÊNCIAS
GEORGI, Jay R.; BOWMAN, Dwight D. Georgis. Parasitologia veterinária. 9. ed. Rio de Janeiro: Saunders Elsevier, 2010
NELSON, R. W. & COUTO, C.G. Medicina Interna de Pequenos Animais. 2.ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.1084p. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Manual de recomendações para diagnóstico, tratamento e acompanhamento da co-infecção Leishmania-HIV. Brasília: Ministério da Saúde; 2004. [Monografia na internet] Disponível em http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_leish_hiv.pdf
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. Brasília: Ministério da Saúde; 2009. GONTIJOI, Célia Maria Ferreira; MELOIL, Maria Norma. Leishmaniose visceral no Brasil: quadro atual, desafios e perspectivas Disponível em: <https://scielosp.org/scielo.php?pid=S1415-790X2004000300011&script=sci_arttext&tlng=es>. Acesso


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