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FELV - Leucemia Viral Felina

LEUCEMIA VIRAL FELINA

    Gabriel De Amorim Ferraro.

Universidade Regional de Blumenau.

 

 

RESUMO

O artigo tem como objetivo explicar sobre a Leucemia Viral Felina, demonstrando sua forma de transmissão, sinais clínicos, diagnóstico, tratamento, prevenção e controle.  

 

  1. INTRODUÇÃO

O vírus da leucemia viral felina (FeLV) é um retrovírus de transmissão direta que causa morbidade e mortalidade em gatos domésticos. Tem como fases sequenciais da infecção a transmissão por contato oronasal íntimo com saliva infectante, pode ser transmitida de forma transplacentária, a partir do leite em filhotes. O FeLV não sobrevive por mais de 24-48h no ambiente. O vírus infecta células da medula óssea provocando anemia, distúrbios neutrofílicos, distúrbios plaquetários, imunodeficiência induzida, hiperplasia de linfonodos periféricos, distúrbios imunomediados, infertilidade, além de predispor os felinos ao desenvolvimento de linfoma. O diagnóstico é rápido e eficaz, porém, a doença não possui cura e sim tratamento de controle.

 

  1. DESENVOLVIMENTO

 

Os sinais clínicos demonstram efeitos degenerativos em várias células da medula óssea, linfócitos, células intestinais, feto e placenta. Provocando neoplasias linfoproliferativas, apresentando ‘‘nódulos’’ de tamanho palpável, vômito, diarreia, perda de peso, icterícia, convulsão, cegueira, dificuldade respiratória e anemia. Além disso ocorre distúrbios plaquetários, que são alterações plaquetárias que levam a distúrbios de coagulação. Outro sintoma é o aumento do tecido de linfonodos periféricos, afetando primariamente gatos adultos jovens (6 meses a 2 anos de idade), apresentando febre, anorexia e depressão. Esse vírus também causa infertilidades e abortos, podendo ocorrer reabsorção fetal ‘’síndrome de definhamento de gatinhos’’ ou transmissão lactógena para filhotes lactentes. O diagnóstico para esse vírus é rápido e bem eficaz, os médicos veterinários utilizam kits diagnósticos simples que permitem um teste rápido de sangue, saliva ou lágrimas. Também existem testes AIFs, ELISA, RCP e teste de anticorpos. Ainda não existe nenhum tratamento efetivo contra FeLV, mas sim tratamento de controle, como, transfusões sanguíneas e drogas antivirais. A prevenção e controle se baseia na vacinação específica contra FeLV, por meio de injeção subcutânea ou intramuscular começando com 8-10 semanas de idade ou mais tarde, deve-se administrar uma segunda dose 4 semanas mais tarde, seguida de um reforço anual. Os efeitos colaterais incluem, apatia transitória, febre e dor no local de injeção, raramente ocorre uma hipersensibilidade aguda (edema de face e patas, vômitos, diarreia, colapso).

 

  1. CONCLUSÃO

 

É de extrema importância a prevenção com a vacinação específica contra a FeLV, conscientizando os tutores sobre a importância dessa vacina. Caso o animal demonstrar sintomas da doença, levar o mais rápido possível para o médico veterinário, pois, o teste é rápido e seguro.

 

  1. REFERÊNCIA

 

SHERDING, Birchard (Ed.). Leucemia Viral Felina: Manual Saunders. 2. ed. São Paulo: Roca, 2002.


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